Ter uma arena moderna, própria e com estrutura de alto nível sempre foi um dos grandes sonhos da torcida do Treze Futebol Clube. Um estádio com identidade alvinegra, áreas de convivência, camarotes, centro comercial e espaço para grandes eventos poderia transformar não apenas o clube, mas também a relação da torcida com o futebol em Campina Grande.

Nos bastidores, o tema volta e meia reaparece entre dirigentes, conselheiros e torcedores, principalmente diante das dificuldades enfrentadas pelos clubes brasileiros que dependem de estádios públicos ou estruturas compartilhadas. A ideia de uma arena própria também surge como alternativa para ampliar receitas e fortalecer a marca do Galo da Borborema.

Especialistas avaliam que um projeto desse porte exigiria investimentos milionários, parcerias privadas e um planejamento de longo prazo. Além do custo da construção, seria necessário pensar em sustentabilidade financeira, manutenção, mobilidade urbana e exploração comercial do espaço durante todo o ano.

Por outro lado, o crescimento do futebol-negócio no Brasil mostra que arenas modernas deixaram de ser apenas locais de jogos e passaram a funcionar como centros de entretenimento, cultura e negócios. Isso poderia abrir novas possibilidades para o Treze, incluindo shows, eventos esportivos, lojas oficiais, restaurantes e ativações comerciais.

A grande pergunta é: isso está perto ou longe de acontecer?

Hoje, o cenário ainda parece desafiador. O clube enfrenta limitações financeiras e depende de estabilidade administrativa para tirar um projeto desse tamanho do papel. No entanto, o fortalecimento da SAF no futebol brasileiro, a aproximação com investidores e o crescimento do mercado esportivo podem abrir portas para que ideias antes vistas como impossíveis passem a ser discutidas com mais seriedade.

Entre o sonho da torcida e a realidade financeira, uma coisa é certa: imaginar um futuro com uma arena própria ainda mexe com o coração do torcedor trezeano. E no futebol, projetos que parecem distantes muitas vezes começam justamente com uma pergunta simples: “e se?”

Por Abílio José

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