Evento marca os 7 anos de falecimento do ícone do choro paraibano e celebra os 70 anos da tradicional Roda de Choro mantida por sua família

Nesta terça-feira, 29 de julho, Campina Grande reverencia um dos maiores nomes da música instrumental nordestina: Mestre Duduta (José Ribeiro da Silva). A homenagem, com entrada gratuita, acontece às 20h no Teatro Municipal Severino Cabral, e promete reunir emoção, memória e muita música.

O evento também celebra os 70 anos da tradicional Roda de Choro, que Duduta criou em sua casa no bairro Bela Vista, e que ainda é realizada todos os domingos pela manhã, hoje sob o comando de seus filhos e músicos da nova geração.

TV Nordestina transmitirá ao vivo e fará documentário especial

A TV Nordestina confirmou que fará a transmissão ao vivo da apresentação diretamente do teatro, para todo o Brasil, através de suas plataformas digitais e canais parceiros. Além disso, toda a celebração será registrada para um documentário exclusivo, que mostrará não apenas os bastidores do tributo, mas também a história de vida e o impacto cultural deixado por Duduta na música popular nordestina.

“Esse momento precisa ser eternizado. Duduta é patrimônio do nosso povo”, Vamos utilizar a nossa nova Unidade Móvel de Transmissão para fazer todos os registros. Afirmou o apresentador e presidente do NNPC Abílio José.

No palco: herdeiros e mestres do choro

A noite terá apresentações especiais de:

  • Waguinho Duduta e seus irmãos músicos
  • A cantora e intérprete Eloisa Olinto
  • O mestre da sanfona Luizinho Calixto
  • Artistas e grupos de choro da Paraíba e de outras regiões

Será um encontro de gerações, com interpretações de clássicos do choro, composições autorais e homenagens emocionadas a um artista que formou músicos, construiu instrumentos e cultivou o amor à cultura de raiz.

Mestre Duduta: o poeta do bandolim

Nascido em Bananeiras (PB), José Ribeiro da Silva, o Mestre Duduta, fixou residência ainda jovem em Campina Grande, onde fundou o grupo Duduta e Seu Regional, em 1955. Além de bandolinista e cavaquinhista virtuoso, foi também luthier reconhecido, criando instrumentos que passaram pelas mãos de nomes como Paulinho da Viola, Dominguinhos, Marinês e muitos outros.

Gravou os discos “Duduta e Seu Regional” (2000) e “Amigos” (2008), e ganhou o título de Mestre das Artes da Paraíba. Em 2018, sua morte comoveu o estado, que decretou luto oficial de três dias. Em 2023, a Assembleia Legislativa instituiu o Dia Estadual do Choro Mestre Duduta, celebrado em 23 de abril.